Cirurgiã oncológica conversando com equipe multidisciplinar em centro cirúrgico moderno
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Enfrentar o câncer nunca é simples. Em minha experiência, as dúvidas surgem logo no diagnóstico, especialmente sobre as opções de tratamento. Por isso, quero explicar de forma clara como a cirurgia oncológica se encaixa entre os quatro principais pilares indicados pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) e como ela é planejada para oferecer resultados mais seguros e duradouros.

O que são os 4 pilares do tratamento do câncer?

Ao conversar com pacientes e familiares, percebo que a ideia de "quatro pilares" facilita muito a compreensão das etapas do tratamento. Segundo o INCA, eles são:

  • Cirurgia oncológica
  • Radioterapia
  • Quimioterapia
  • Terapia alvo

A escolha e a combinação desses métodos dependem do tipo de tumor, estágio, condições clínicas e preferências do paciente. Às vezes, é possível tratar apenas com cirurgia. Em outros casos, as abordagens se complementam para atingir melhores resultados. Eu sempre ressalto: o tratamento deve ser individualizado e planejado junto à equipe multidisciplinar, avaliando riscos e benefícios.

Como surge o câncer? Por que tantos tipos?

Câncer não é uma única doença, mas sim um grupo complexo. Existem mais de 100 tipos de neoplasias, todas causadas por mutações genéticas que desregulam o crescimento das células. Isso leva à formação de tumores malignos, capazes de invadir tecidos e se espalhar para outras regiões do corpo.

Um diagnóstico precoce faz toda a diferença.

Essas mutações podem ser espontâneas ou associadas a fatores ambientais e hereditários. Em minha análise, esse é o principal motivo para tratamentos variados e a necessidade de um olhar especializado para cada caso.

Cirurgia oncológica: função e objetivos

Quando penso na cirurgia oncológica, vejo três grandes funções:

  • Diagnóstica: Coleta de pequenos fragmentos do tumor para confirmação e análise (biópsia).
  • Curativa: Retirada completa do tumor primário, sempre buscando margens livres e, se indicado, retirada de linfonodos, para interromper a progressão da doença.
  • Paliativa: Controle de sintomas e melhora da qualidade de vida em casos avançados, como alívio de obstruções, sangramento ou dor.

No centro do cuidado, o objetivo é sempre remover o tumor com segurança, evitando o espalhamento das células cancerígenas durante a operação. A retirada de estruturas potencialmente afetadas, como linfonodos, faz parte desse cuidado minucioso. E tudo isso só é possível com treinamento especializado e protocolos rígidos.

Equipe médica realizando cirurgia oncológica em sala de centro cirúrgico Eu reforço sempre aos meus pacientes: a decisão sobre a cirurgia deve ser tomada de forma compartilhada, respeitando expectativas, dúvidas e as condições clínicas da pessoa envolvida.

Tipos de cirurgia oncológica

É evidente o quanto a evolução das técnicas cirúrgicas impacta positivamente o tratamento do câncer. Algumas opções incluem:

  • Cirurgias minimamente invasivas (laparoscopia ou robótica), que geram menor trauma e facilitam a recuperação.
  • Cirurgias citorredutoras, focadas em reduzir a carga tumoral em tumores avançados.
  • Procedimentos combinados com terapias locorregionais, como HIPEC (quimioterapia aquecida na cavidade abdominal).
  • Cirurgias paliativas para tratar complicações como obstruções intestinais, sangramentos e compressões de órgãos.

Em todos os casos, o ambiente hospitalar especializado e a preparação da equipe fazem diferença na segurança e nos resultados.

Caso você queira entender melhor as diferenças entre cirurgias oncológicas e cirurgias gerais tradicionais, recomendo a leitura de um artigo exclusivo sobre esse tema em diferenças entre cirurgia oncologica e cirurgia geral

.

Equipe multidisciplinar: o papel de cada especialista

Ao entrar em um centro especializado, sempre destaco a presença de diversos profissionais, fundamentais desde o planejamento até o pós-operatório:

  • Cirurgião oncológico
  • Oncologista clínico
  • Radioterapeuta
  • Radiologista
  • Enfermeiros
  • Fisioterapeutas
  • Nutricionistas
  • Psicólogos e assistentes sociais
  • Farmacêuticos e outros, conforme necessidade

Essa união permite a avaliação ampla da saúde do paciente, abordando não só o tumor, mas prevenindo complicações, incentivando o autocuidado e promovendo o apoio emocional aos familiares.

Ninguém enfrenta o câncer sozinho.

O suporte emocional das equipes de psicologia e serviço social se reflete em menos ansiedade, adesão ao tratamento e força para superar desafios inesperados.

Como é o pós-operatório da cirurgia oncológica?

O pós-operatório exige o acompanhamento rigoroso para garantir boa recuperação. Cabe ao cirurgião monitorar dor, prevenir infecções, tratar complicações como deiscências e cuidar do estado geral do paciente. Sempre recomendo programar consultas periódicas para seguir buscando sinais de recorrência e focar na qualidade de vida.

Inclusive, compartilho orientações úteis sobre cuidados e o que esperar na recuperação nesta página exclusiva sobre pós-operatório .

Cirurgia oncológica isolada ou combinada?

Em minha rotina, vejo casos em que a cirurgia é o único tratamento necessário, principalmente quando o câncer é localizado e identificado cedo. Noutros momentos, ela entra como parte de uma estratégia mais ampla:

  • Antes: como preparo para quimioterapia, radioterapia ou terapias-alvo (tratamento neoadjuvante).
  • Depois: para remover tecidos residuais após outros tratamentos (adjuvante).
  • Integrada ao controle de sintomas, promovendo alívio em situações avançadas.

Há casos em que a integração é fundamental para controlar o câncer. Exploro exemplos concretos sobre aplicação combinada de tratamentos, inclusive os conceitos de cirurgia curativa, diagnóstica e paliativa, neste artigo sobre o que esperar da cirurgia no tratamento do câncer .

Importância da decisão compartilhada

Para mim, ninguém conhece melhor sua vida, expectativas e medos do que o próprio paciente. Juntos, equipe médica, familiares e paciente discutem opções, riscos e caminhos possíveis. A decisão, quando compartilhada, leva em conta valores, prioridades e necessidades pessoais.

Ter confiança no cirurgião oncológico e sentir-se acolhido em ambiente seguro é fundamental para percorrer todas as etapas do tratamento com serenidade.

O que avaliar ao escolher o cirurgião oncológico?

A escolha do profissional faz toda a diferença. Uma dica importante é consultar se o profissional integra a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), entidade sem fins lucrativos que reúne especialistas em todo o país e promove educação, pesquisa e aprimoramento contínuo na área.

Confiança e preparo são fundamentais no tratamento cirúrgico do câncer.

Se você deseja aprofundar mais sobre o papel da cirurgia oncológica, suas indicações e a rotina desses especialistas, há uma seção exclusiva de artigos atualizados sobre o tema na categoria de cirurgia oncológica.

Conclusão

Na minha visão, tratar o câncer vai além de operar. Envolve escuta ativa, equipe preparada e dedicação contínua. A cirurgia oncológica muitas vezes é a base do tratamento, mas seus benefícios só são alcançados plenamente quando integrada a uma equipe multidisciplinar em centros seguros . O apoio emocional e técnico é tão importante quanto o procedimento. E, claro, cada caso deve ser cuidadosamente analisado e discutido, colocando o paciente no centro da decisão.

Procure sempre um time especializado e, na dúvida sobre condutas, não hesite em buscar opinião de um cirurgião oncológico qualificado. Sugiro também explorar outros assuntos relacionados ao tratamento em nossa categoria sobre tratamento do câncer .

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Dayara Sales Scheidt

Sobre o Autor

Dayara Sales Scheidt

Médica especialista em cirurgia oncológica, atuando no diagnóstico, tratamento cirúrgico e acompanhamento de pacientes com câncer. Seu trabalho envolve integração com equipes multidisciplinares, buscando sempre promover o melhor cuidado ao paciente em todas as fases do tratamento oncológico. Interessada em avanços médicos e novas abordagens terapêuticas, dedica-se ao contínuo aprimoramento de técnicas cirúrgicas e práticas para melhorar a qualidade de vida dos pacientes oncológicos.

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